Finados...Como encarar a morte?
É bem complicado tratar esse assunto,ainda mais quando a morte está relacionada a uma pessoa querida.
Só sabe a dor, aquele que já perdeu alguém que amava muito,como o amor da sua vida,um grande amigo,um filho,um pai,mãe,uma tia ou tio muito presente,avô ou avó,que lhe contava histórias pra dormir,uma prima que te acompanhava em todas as festas ou um primo que jogava futebol com você todo domingo.Não importa quem seja,a falta que a pessoa faz é enorme e,muitas vezes demoramos uma vida inteira pra superar a perda,e ainda assim não a superamos.
Muita gente tem medo da morte,eu acho que não é medo de morrer,e sim de deixar aqui,as pessoas que amamos ou as conquistas que tivemos.Tanto porque depois que morremos,sabe-se lá o que acontece,só morrendo pra saber mesmo,mas isso eu não tenho a menor curiosidade,juro!
Superar a morte,consiste na boa vontade juntamente com a lembrança dos bons momentos que tivemos com a pessoa,e não ficar se lamentando que a rotina mudou depois que fulano se foi. Temos que lembrar da pessoa como um anjo,que veio,cumpriu sua missão e nos deixou com um pouco mais de sabedoria.Claro que isso é praticamente impossível,pois as pessoas normais choram durante semanas,eu pelo menos choro e muito.
Quando perdi minha avó,eu ainda era muito nova,tinha 4 anos,e não me lembro de absolutamente nada,meu pai me mostrou uma foto em que ela e meu avô conversavam comigo,enquanto eu dava conta de uma coca-cola de 300ml.Não tenho lembranças dela,mas fico imaginando como ela era,pelas histórias que me contam.Mas dá pra ter uma noção da dor que meu pai sente,toda vez que visitamos o túmulo dela,sinto como se passasse pela sua cabeça os momentos junto a ela,e temo que isso aconteça comigo.Mas meu pai me ensinou a lhe dar com perdas,me mostrou que somos mais forte do que pensamos e que cabe a nós sofrer pra sempre ou viver com apenas lembranças boas.
A morte normalmente vem sem avisar,e ataca quem menos espera,ou quem já esperava,como meu tio,que perdi há um ano.Ficou muito doente,e passou meses internado,até que não aguentou e se foi.Só eu e minha família sabemos a falta que ele faz,mas tivemos forças pra superar,e hoje vejo que minha tia já consegue falar dele,sem se entristecer,porque na mente dela só ficaram os bons momentos,e a rotina que incluía ele,hoje já foi alterada.
O fato é que a morte um dia vai chegar,e enfim descobriremos o que vem depois.Só temos que torcer pra que nossos conhecidos saibam lhe dar com ela da melhor forma possível e que se lembrem de nós como gostaríamos de ser lembrados.

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